Thursday, July 03, 2008



This is the first day of my life
I swear I was born right in the doorway
I went out in the rain suddenly everything changed
They're spreading blankets on the beach

Yours is the first face that I saw
I think I was blind before I met you
Now I don’t know where I am
I don’t know where I’ve been
But I know where I want to go

And so I thought I’d let you know
That these things take forever
I especially am slow
But I realize that I need you
And I wondered if I could come home

Remember the time you drove all night
Just to meet me in the morning
And I thought it was strange you said everything changed
You felt as if you'd just woke up
And you said “this is the first day of my life
I’m glad I didn’t die before I met you
But now I don’t care I could go anywhere with you
And I’d probably be happy”

So if you want to be with me
With these things there’s no telling
We just have to wait and see
But I’d rather be working for a paycheck
Than waiting to win the lottery
Besides maybe this time is different
I mean I really think you like me


Não é difícil de entender os motivos que me fazem pensar que essa é uma das melhores músicas de todos os tempos. Não é apenas a melodia perfeita, capaz de fazer a gente acreditar que ainda é possível escrever lovesongs que não sejam piegas. Talvez seja a letra, tão linda, tão sincera, tão verdadeira. Acho que era cego antes de conhecer você é algo que me mata, como diriam os argentinos. Talvez seja porque é justamente isso que penso todos os dias quando acordo e a vejo. E prefiro trabalhar por um salário a esperar que ganhe na loteria é uma lição de vida. Diz tudo. Explica tudo. É quase que o segredo de toda relação... mas aí chega o final da canção que completa mas talvez agora seja diferente, quero dizer, eu acho que você realmente gosta de mim. Simples não? Duas pessoas que se gostam e que trabalham duro para que dê certo.

O mais surpreendente é que o cara que escreveu isso deveria ter uns 24 anos na época. Tudo bem que Conor Oberst começou na música bem cedo, ainda adolescente. E, para mim, é um dos poucos verdadeiros gênios do rock (ou country, ou folk, ou pop). E ele vai tocar no Brasil e, para a minha sorte, também vai passar por Buenos Aires. Vou, né?

O primeiro vídeo é da versão de First Day of My Life ao vivo, com banda e tudo. E, abaixo, você pode ver o clip com a versão original.

Boa noite... e, por favor, se tiverem a oportunidade, não percam este show.

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Wednesday, June 25, 2008

Shots

Estou em Bogotá, mas consegui um laboratório decente para revelar e escanear fotos.

No meu Flickr já subi algumas fotos de NYC com a minha nova Leica M6.

Monday, June 23, 2008

Sunday girl

Por uma série de acontecimentos infelizes, não pude embarcar hoje para Bogotá. Tive que voltar a Manhattan e de madrugada vou para o La Guardia para uma maratona de vôos. Estou tão cansado que decidi nem fazer nada. Apenas dei uma volta na hora do almoço e depois voltei para o hotel para trabalhar um pouco, colocar a caixa postal em dia, essas coisas.

E ontem vi o Blondie no Nokia Theatre em Times Square. Outro show de organização, entrada sem filas, tudo na maior paz e tranquilidade. E o lugar foi muito bem pensado. Os arquitetos brasileiros e argentinos deveriam se insparar na hora de criar teatros e bares para shows.

Outra vez me surpreendi com o público. Uma parte eram cinquentões órfãos do CBGB. Eu estava na fila para pegar o meu ingresso e ao meu lado estava o mais famoso dos fotógrafos roqueiros, o Bob Gruen. Quando dei por mim, um monte de cabeludos bêbados e com camisetas do próprio CBGB e o do Max Kansas City foram abraçar o cara. Pensei em pedir autógrafo ou tirar uma foto dele, mas achei melhor deixar o tiozinho em paz.

A outra parte da platéia eram gays. Muitos gays. Gays que gritavam desesperadamente quando a Debbie Harry pisou no palco. Que choravam. Que quase se mataram quando a vó loira do punk novaiorquino jogou os seus sapatos para a pista.

Vi o show bem de perto. Foi legal ouvir o Parallel Lines de ponta a ponta. A Debbie já não está mais na idade para este tipo de coisa, mas a voz dela na maioria das vezes lembra a voz dos anos 70. Agora... foda mesmo é o baterista Clem Burke. Simplesmente sensacional.

Depois de tocar todo o Parallel Lines, o Blondie fez um set com músicas mais novas, que não eram nada demais, e alguns hits. Faltou Atomic, mas teve The Tide is High e In The Flesh, duas das minhas prediletas.

E ainda tocaram Get Off of My Cloud dos Stones e a música do Titanic em versão punk no bis.

Não foi memorável, mas foi muito legal. Pena que a maior fã de Blondie que conheço não estava comigo...

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Saturday, June 21, 2008

Imagine all the girls, ah, ah, ah

We Started Nothing é o título do álbum de estréia do duo The Ting Tings. Eu diria que we started nothing uma ova. Eles podem ter começado tudo. Tudo menos... nada.

Depois de perder o show que eles fizeram em Manhattan, consegui comprar pela internet um ingresso para vê-los no Brooklyn. Acabo de voltar do Southpaw, um bar pequeno, super rock and roll, que já recebeu de Raveonettes a Supergrass. O lugar é literalmente um forno. E, desculpe o lugar comum, ficou mais quente ainda quando a loirinha falsa Katie White e o ultracool baterista e faz tudo Jules de Martino subiram ao palco. Foi um show curtíssimo, nem sei se chegou a uma hora, mas já entrou para o meu Top 10.

Sem exageros, há tempos que não via tanta energia ao vivo. Ela parece que está pisando em um tapete de pregos de tanto que pula. Ele, toca bateria como se fosse o último dia de sua vida. Só que energia sem boas músicas não é nada. E boas músicas é o que não falta no set list do Ting Tings. Great DJ quase trouxe o lugar abaixo com o seu refrão repetitivo and the drums, and the drums, and the drums. Shut Up and Let Me Go parece um hino punk pop. E, claro, tem Thats Not My Name que superou todas as minhas expectativas. É impossível ficar parado com o seu final apoteótico, como se fosse um caminhão de eletro-pop-punk-rock-e-sei-lá-mais-o-quê atropelando o seu corpo. Eu me senti um adolescente de novo, gritando e pulando no show de sua banda favorita.

Claro que o Ting Tings está longe de ser a minha banda favorita. Mas o show deles me fez lembrar de algo que há tempos não lembrava: eu amo o rock and roll, a música pop e todos os seus derivados. E isso, para mim, é como beber água direto da fonte da juventude.

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Friday, June 20, 2008

The red dot

Post rápido. Só para dizer que fui na Leica Gallery.

Quase morri.

E comprei um chaveirinho da Leica.

Daqui a pouco vou tentar chegar no Brooklyn sozinho. Vamos ver se o The Ting Tings justifica o hype.

Wednesday, June 18, 2008

Free falling

Tom Petty no Madison Square Garden.

Ou melhor, Tom Petty NO Madison Square Garden.

É preciso reforçar o lugar do show porque a minha experiência de ontem teve muito que ver com isso. Cheguei cedo, como dizia no site, mas nem precisava. O The Garden é de uma organização impecável, é tudo pontual, não tem correria, os funcionários são educados. O meu ingresso, que comprei pela internet em um site meio cambista, não tinha o número do portão de entrada. Fui parar no último andar, totalmente perdido e depois demorei uns quinze minutos para encontrar uma escada para descer. Na verdade, todos me diziam onde encontrar a escada, mas acho que eles falavam um inglês que não conheço. Enfim. O legal de Nova Iorque é que quase tudo você já viu em filme. E o Madison Square Garden não é diferente. Tive até que comprar um cachorro quente só para me sentir mais em casa. Uma bobagem, eu sei, mas também tenho o meu lado turista CVC.

O que me chamou atenção foi o público. OK, eu sabia que o tiozinho loirinho é das antigas, mas não sabia que ele era família. O que mais vi foi pai, mãe e filhos. Mas não é só isso. Parece que ele é adorado como se fosse um ícone da cultura americana. Para você ter uma idéia, ao meu lado tinha um casal de vovôs e, logo abaixo, quatro adolescentes que saíram da série Gossip Girl, bêbados de tanta Bud Light, cantando todas as músicas em êxtase.

E o show, bem, o show em si foi sensacional. Apenas hits. Eu estava meio na lateral, vi ele sempre de perfil, e consegui notar que estava usando um teleprompter. É a idade. E os Heartbreakers, mais tiozinhos ainda, também mandam bem no rock and roll.

O chato foi ter que aguentar o Steve Winwood abrindo o show. Quase morri de sono.

Resumindo, foi uma experiência de vida. E ouvir American Girl ao vivo foi muito, muito legal. Só que nunca mais vou me achar cool porque gosto de Tom Petty. Porque, pelo menos em Nova Iorque, ele é tão cool quanto o Zezé di Camargo.

Saturday, June 14, 2008

El presente

Já falei várias vez da Julieta Venegas por aqui. A mexicana não é só um fenômeno pop nos países da América Latina. Ela tem um bom público nos Estados Unidos e, até onde sei, faz muito sucesso na Itália. Não é à toa que o seu Unplugged MTV foi promovido como um dos grandes eventos musicais do ano. Você liga a MTV ou a VH1 por aqui e alguma coisa do show aparece.

Vi todo o programa na estréia e, como sempre, fiquei impressionado com o talento da moça para escrever melodias belas, cativantes, com um apelo pop descarado e, ao mesmo tempo, refinado. Para o meu desespero, duas das personalidades mais talentosas e chatas da MPB participam do show. A mala e cada vez mais feia Marisa Monte faz um lindo dueto com a Julieta. Acho a mãe do Mano Vladmir uma mala, mas tenho que admitir que tem uma voz dos diabos. E a co-produção do show-programa-disco é do Jacques Morelenbaum. Também acho que o cara faz parte da turma do mal, mas ele sabe das coisas e os arranjos estão muito legais.

A Julieta agora está em turnê mundial para divulgar o disco. E como fico cada vez mais fã, decidi que vou ao show. Só espero que a Marisa Monte não apareça por aqui. Pela TV tudo bem... ao vivo, nem pensar.

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