Wednesday, April 25, 2007

Rock and roll friends

Aconteceu hoje.

Um desses momentos de magia.

De epifania.

De redenção.

Estava em pé, esperando o metrô chegar, ainda com um pouco de sono, preocupado porque estava uns 15 minutos atrasado. E decidi escutar uma das duas novas músicas dos Superphones, um gentil presente do talentoso Sérgio Guidoux Kalil. Só que o metrô não chegava. E quando chegou, estava lotado. Por isso, fiquei ali imobilizado. Mas, de repente, descobri que não conseguia me mover somente porque a droga do trem estava cheio como uma lata de sardinha. Eu estava parado porque a melodia de Killing Yourself fez com que eu saísse de meu próprio corpo. E eu me senti arremessado a quilômetros de distância. Eu tive um daqueles apertos na alma e comecei a pensar nos meus amigos: o Mini, o Júnior, o Sapo, o Will, a Debbie, a Marcinha, o Fabris, o Marcelo, a Cris, o Flávio, o Ticiano, o Giba, todas essas pessoas que sei que vou amar independente do que acontecer nessa vida. Pessoas com quem posso sentar e conversar horas e horas mesmo depois de anos sem se ver. Pessoas cuja presença é como uma canção do Superphones. Reconfortante. Linda. Emocionante. Especial. Próxima.

Assim que ouvi pela primeira vez Killing Yourself disse ao Sérgio que o solo de guitarra final é um daqueles momentos que me fazem lembrar porque amo tanto o rock. Na verdade, eu amo o rock porque ele é a única coisa que não posso tocar que faz com que eu me sinta vivo. E, acima de tudo, amo o rock porque ele me faz lembrar quem sou.

E, bem, eu sou as pessoas que amo.

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Monday, April 23, 2007

Oh-maha

Quero escrever sobre o show do Cansei de Ser Sexy em Roma, mas não estou arranjando tempo.

Então, passo aqui para dizer que ouvi o Cassadaga do Bright Eyes e, putz, que discaço. Deve existir algo na água de Omaha, no estado americano de Nebraska. Vi o Tilly and the Wall abrindo para o CSS e desde então não paro de cantarolar sometimes you just can't hold back the river. Omaha deveria ser proclamada a capital indie do mundo.

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Wednesday, April 18, 2007

Travel and food

Viajar é algo que sempre me deixa feliz. E viajar e comer bem, então, nem se fala. Nas duas últimas semanas passei alguns dias conhecendo a região de Mendoza, aqui na Argentina, provando vinho bom e ótima comida. Mal cheguei de Mendoza e, no mesmo dia, embarquei para Roma em uma viagem de trabalho. Aproveitei que uma das minhas melhores amigas vive por lá e fiquei mais dias... comendo, claro. É incrível como se come bem na Itália. Até porque a cozinha italiana é a minha predileta.

O bom de tudo isso é que aproveito para tirar muitas fotos.

Clica aí ao lado em fotos e dê uma olhada nos registros das minhas últimas viagens.

Ah! E o mais legal de tudo é que pude ver o Cansei de Ser Sexy ao vivo em Roma. Genial! Depois falo mais sobre isso.

Wednesday, April 04, 2007

Big Dylan Band

Eu demorei trinta anos para gostar do homem. Só que, depois de uma certa idade, ouvir Bob Dylan começou a fazer mais sentido em minha vida. Ou, quem sabe, a minha vida teria mais sentido se eu ouvisse as canções do the man. Então decidi que iria, aos poucos, comprar todos os discos dele. Mas a minha promessa nunca chegou a ser cumprida. Na semana passada, depois de ver um episódio da série Cold Case só com as suas músicas, pensei em procurar um torrent com todos os seus discos em MP3. Encontrei, claro. Quatro gigas que ficaram baixando por cinco dias, nas horas em que o computador estava livre, com toda discografia e mais uns bootlegs. E, desde segunda, passo as minhas horas no metrô explorando aquelas canções que nunca ouvi, me surpreendendo com a genialidade mais que óbvia de Dylan.

Mas, agora, escuto apenas dois dos seus álbuns: Street Legal e Live at Budokan. Nos dois, encontramos um Dylan diferente, longe do country, do folk, do rock. É a tal fase big band do cara. Aqui é tudo meio grandioso, com arranjos encorpados, com muitos metais e vocais de apoio femininos. Descobri que os puristas torcem o nariz para estes discos, mas tomei a liberdade de consultar o maior especialista e fã do cara no Brasil (e, quem sabe, do mundo). E ele me mandou um e-mail hoje dizendo que os puristas não sabem de nada. Que Street Legal é um puta disco e que praticamente inventou um novo gênero. O fato é que esta preciosidade de quase trinta anos (foi lançado em 1978) tem músicas que parecem tão, mas tão atuais que até me assusta. Eu diria até que Street Legal é o pai do novo Wilco. Quem ouviu a cover sensacional de I Shall Be Released com a banda de Jeff Tweedy saca que aquilo está mais para soul do que para rock. E é isso. Street Legal, com músicas que quase me fazem chorar como Is Your Love in Vain?, é soul. Mas não qualquer soul. É soul tocado por Bob Dylan. Putz... o Peninha tem razão: o homem inventou um novo gênero.

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