Thursday, May 31, 2007

Clap your hands, say Ann!

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Tuesday, May 29, 2007

Perdido de amor



Não estou brincando. Essa música pode ser brega até não poder mais, mas, na minha modesta opinião, é o pop perfeito. O meu sonho é ouvir uma versão do Teenage Fanclub. Tenho certeza que ficaria genial. Agora... este vídeo é um clássico de tão bizarro. Sente só o drama.

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Friday, May 25, 2007

Direto do meu moleskine

Eu me apaixonei pelas suas rugas muito antes de aparecerem. Muito antes de transformarem o seu rosto nestas linhas perfeitas que escrevem os melhores anos de minha vida. Por isso, não posso aceitar esta saída, este fim, este desespero de ir embora, de não estar mais aqui, de não poder mais encarar os meus olhos, que antes foram o espelho destas mesmas rugas, testemunhas da menina da minha vida que, perdão pelo clichê, se tornou a mulher da minha vida. Mas que diabos de vida é essa se, ao final de todos estes anos, tudo o que recebo é isso, acabou, adeus, não há mais nada para dizer. Mas, ei, você deveria me conhecer melhor e já deveria saber que sim, que tenho muito a dizer, e, sem pedir permissão, vou começar a falar, a desabafar assim sem vírgulas porque o amor quando machuca não deixa o nosso corpo respirar e descansar e sentir que ainda está vivo porque o amor quando machuca fala assim aos tropeços cambaleando como um bêbado na madrugada tropeçando no lixo que você insiste em jogar no chão de nossa casa.

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Meninos e meninas

Há alguns meses fui convidado para participar do projeto Mojobooks. São diversos autores escrevendo pequenas narrativas recontando um disco. Pensei bastante antes de aceitar porque preciso rever as minhas prioridades literárias, a minha editora acabou de sair da Rocco, e é muito óbvio o meu nome estar vinculado a um projeto como este.

Mas, como acredito que o meu público deseja algo novo, aceitei. Difícil foi escolher o disco. Acabei optando por um álbum que hoje já não posso mais escutar (ao contrário de muitos discos que foram fundamentais na minha vida), mas que me marcou muito: As Quatro Estações do Legião Urbana. Além disso, sempre quis escrever algo sobre a banda de Renato Russo.

Vamos ver no que vai dar.

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Sunday, May 13, 2007

Top 4

Outra vez no aeroporto, outra vez sem nada o que fazer. Então, aproveito para comentar aqui as canções que mais me impressionaram nas últimas semanas.

Gimme Shelter com a Patti Smith. O negócio é o seguinte: eu fico pensando no programa American Idol cada vez que ouço a vovó do punk cantar este clássico dos Stones. Lembro quando os jurados falam ah, você ficou dono dessa música. Porque é isso que a Patti Smith faz. O arranjo é igualzinho, mas o jeito que ela canta, pelo amor de Deus, é poderoso no sentido literal da palavra.

Teddy Picker com os Arctic Monkeys. Sempre torci o nariz para os caras. Mas agora acho que eles têm a melhor cozinha do rock atual. O que o baixista e o baterista fazem neste disco novo não é brincadeira. E essa tal de Teddy Picker é viciante. Agora eu entendo porque o pessoal compara os caras ao The Jam.

Littlest Things com a Lily Allen. Ah, nada como o hype. Mas até que a dona das coxas mais fofas do pop tem o seu valor. E esta baladinha é uma delícia de ouvir quando a gente quer esquecer da vida.

Impossible Germany com o Wilco. Vocês pensaram que eu tinha esquecido da única banda que vale a pena hoje em dia? Claro que não. E eu, que nunca fui muito fã de solos de guitarra, quase choro cada vez que ouço final dessa música. As guitarras deste disco novo são uma coisa de louco. Este Jeff Tweedy não é bobo não.

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Tuesday, May 08, 2007

Shakira, Linklater & livros

Neste exato momento escrevo desde Bogotá, Colombia. Mal conheci a cidade, e vou ter que ir embora dois dias antes do planejado, assim que nem vou poder dar uma volta pela capital. Mas, putz, estou surpreso como a cidade é bonita e o povo é muito, muito simpático.

Vou ver se consigo comprar café para levar para casa. Porque não sei se vocês sabem, mas o café argentino deve ser o pior café do mundo.

Mas passei aqui para dizer que revi Before Sunset no avião e cheguei a duas conclusões. A primeira é que a idade faz bem para as pessoas. A Julie Delpy está muito, mas muito mais linda. E o Ethan Hawke está mais cool e queria eu ter este charme. A segunda é que este filme é muito melhor que Before Sunrise. Acho que é porque estou mais velho e me identifico com algumas coisas desa segunda parte. Ou porque a frase da Julie Delpy no final do filme, imitando a Nina Simone, é um dos melhores finais que já vi no cinema.

A verdade é que desci do avião inspirado. E Bogotá, com tanta gente sorrindo pelas ruas, me fez esquecer um pouco que estou aqui trabalhando. E talvez eu precise disso para produzir mais: esquecer que escrever livros é um trabalho.

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