Wednesday, June 13, 2007

The reminder



72 horas em Nova Iorque. 3 horas de reunião em plena Avenue of Americas e, bom, depois era tentar conciliar o lado corporate e o rock and roll.

Por algum motivo, nunca tive vontade de conhecer Manhattan. Quando era hora de preparar a mochila, sempre escolhi a Europa. Para mim, a única razão de ir para Nova Iorque era rezar pelo John Lennon em Strawberry Fields. Mas quer saber a verdade? Aquela cidade é muito foda. Fiquei chapado com o que vi e senti nestes três dias.

E, depois de muito negociar com os cambistas (sim, eles existem por lá), consegui entrar no Town Hall para assistir ao primeiro dos dois shows sold out da Feist. Clima muito cool, muito indie, muito revista Nylon, ou seja, só de observar toda aquela gente no teatrinho já valia a pena.

Abrindo para a Feist, estavam os nova-iorquinos do Grizzly Bear. Eu já vi muito show doido na minha vida e este entrou direto para o meu top 5. O fato é que este quarteto faz um som doidão, misturando psicodelia, indie rock e doo wop. E todos os quatro (que, aparentemente, formam uma clássica banda de guitarra-guitarra-baixo-bateria) cantam que é uma barbaridade. Foi muito estranho, mas teve momentos mágicos, como quando cantaram Knife e o baixista lorinho deu um show nos vocais.



Já a Feist... Uau! Ela poderia fazer um show só com voz e violão que seria genial. Porque a voz da mulher é uma coisa de louco ao vivo. Parece até que os nossos ouvidos não estão preparados para um som tão macio, macio, macio. Só que ela não estava sozinha. A sua banda manda muito bem e as 1500 pessoas que lotaram o Town Hall fizeram a sua parte direitinho. Cantaram juntos nos hits dançantes como Mushaboom e 1, 2, 3, 4 e ficaram quietinhos em canções mais calminhas como The Park e Let It Die (que encerrou o show de forma apaixonante).

Saí do teatro meio anestesiado, com vontade de ter a minha esposa por perto, e caminhei pela 6th Avenue procurando um lugar para comer. E, óbvio, no outro dia consegui passar uns minutos em Strawberry Fields. Mas não deixa de ser legal que Nova Iorque a partir de agora sempre vai me lembrar da voz da Feist.

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Saturday, June 09, 2007

NYPD blue

E hoje vou pela primeira vez a Nova Iorque. Apenas três dias, bate-e-volta por causa de trabalho, mas vou ver se consigo um ingresso de cambistas (existem cambistas por lá?) para ver o show da Feist. Tomara que dê certo.

Hypei



Se você não tem vontade de dançar e soltar a franga cada vez que ouve o refrão dessa música, meu amigo, isso significa que está tecnicamente morto.

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Tuesday, June 05, 2007

Rock de gente grande

Rápido e rasteiro: depois de ouvir três vezes seguidas o disco inteiro, sem pular uma faixa sequer, não tenho mais dúvidas.

Boxer do The National é, até agora, o álbum do ano.

(Valeu, Túlio, pela dica!)

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Monday, June 04, 2007

Comidinha caseira

Passei duas semanas no Brasil. Não, não foi férias. Tive que trabalhar em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Quando vou para a capital paulista sempre fico na Vila Olímpia, que, pelo menos para mim, é um dos bairros mais feios do mundo. Já o Rio... bem, o Rio continua lindo. É incrível como uma cidade pode ser tão bonita. Pena que fiquei dois dias. A surpresa foi Salvador. Não conhecia e, para falar a verdade, não achei grande coisa. Todo mundo dizia para eu ir ao Mercado Modelo. Fui e descobri que se você vê três banquinhas... já viu tudo. E o Pelourinho? Ah, legal, mas nada demais.

Mas o que mais gosto de fazer quando vou ao Brasil é comer. Então faço aqui uma listinha de coisas boas que comi (e que não encontro por aqui).

1. Arroz e feijão.
2. Camarão frito no alho e óleo.
3. Pastel de carne.
4. Moqueca com azeite de dendê.
6. Farofa com azeite de dendê.
7. Sashimi decente.
8. Pizza do Brás.
9. Pão na chapa.
10. Suco de laranja baratinho.
11. Bolinho de batata com carne.
12. Sonho.
13. Bife acebolado.
14. Sanduíche de calabresa com queijo.
15. Guaraná com gelo e laranja.