Wednesday, October 31, 2007

Quatro anos de cortes de cabelo
















Quatro anos juntos... e, a cada mês, uma mulher diferente.

Parabéns para nós, menina mais linda do mundo!

Tuesday, October 30, 2007

Surpresa do dia



Vejam vocês: a gente escreve um livro, da maneira mais inocente e sem pretensão do mundo, e, de repente, este pequeno conjunto de frases se torna algo querido pelas pessoas. Já recebi muitas homenagens legais de leitores, mas nada se compara a esta tatuagem. Quando a dona da façanha, que se chama Helô, me enviou o link pelo Orkut não acreditei. Pensei ah, deve ser por causa dos Beatles. Mas não. É por causa do livrinho que escrevi.

Estou surpreso.

Mas lisonjeado.

Obrigado, Helô!

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Monday, October 29, 2007

La chica FX




Hasta luego, Sole... Gracias por tu talento y por la linda persona que sos.

Thursday, October 25, 2007

Fones de ouvido & camisetas

Às vezes, quando estou no metrô com o meu iPod, escuto uma música e me sinto poderoso. Poderoso no sentido de que vocês estão todos vivendo as suas vidas comuns como a minha, mas eu conheço Spiritualized e vocês não. Na verdade, é uma espécie de pretensão estúpida. Mas, fazer o quê, eu sinto isso e estou em uma idade onde já não tenho vergonha de negar os meus defeitos.

Essa sensação não acontece apenas quando escuto as bandas indies que tanto gosto. Hoje estava ouvindo o primeiro álbum da The Band e me senti o cara. Ontem era a vez de Blondie. Sunday Girl às nove e meia da manhã, pensei, não é para qualquer um. E sei que tem muita gente que curte Blondie. Mas será que todos sabem da importância dessa banda para o mundo pop? Aliás, sinto a mesma coisa com a nova moda de camisetas roqueiras. Nunca vou esquecer de um episódio de Friends em que a Rachel usava uma camisetinha do MC5. Acho que as pessoas não deveriam usar essas camisetas só por usar. Para mim, é como se fosse um pequeno manifesto pessoal. Ou seja, eu me sinto poderoso quando uso a minha camiseta do T Rex porque eu sei o que essa banda representou para o rock and roll. Mas o dia em que me sinto fodão mesmo é quando uso a minha camiseta do Dylan.

Admito que não sou muito normal quando se trata de música. Mas música boa serve para isso mesmo: para tirar a gente da normalidade.

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Tuesday, October 23, 2007

Confissões




Eu sou conhecido como um cara que não liga muito para a família. Ou que pelo menos aparenta não ligar. Cresci sozinho entre os meus discos nas tardes pós-escola e, não sei bem os motivos, acabei saindo da minha cidade natal. Mas, no fundo, a opinião das minhas três irmãs é tão importante que já fui capaz de nunca mais usar um jeans depois que uma delas disse que era horrível. Já tentei acreditar que elas estavam erradas quando criticaram uma das minhas namoradas, mas descobri que foi uma perda de tempo. Elas tinham razão e acabei jogando fora dois anos de minha vida. E saber que elas adoram a Lelê só me faz pensar que dessa vez estou no bom caminho.

Agora ando pensando muito no meu sobrinho mais novo. A saudade que tenho dele é física e, de uma certa forma, resume o meu sentimento pela minha família. Ele é tão doce, tão lindo, tão especial, tão genial que me dói, como se estivessem alfinetando o meu coração aos poucos, cada vez que lembro que ele nunca vai conhecer a sua avó. Isso, para mim, é a maior injustiça do mundo. Sério. Pouco me importa a pobreza, a violência, os desastres naturais. Injustiça para mim é a minha mãe não poder abraçar a criança maravilhosa que é o Lucca. Injustiça para mim é o Lucca não poder beijar a mulher mais inspiradora que conheci na minha vida. Esse menino ainda me emociona com o relacionamento dele com o meu pai – que é algo muito mais íntimo e verdadeiro do que jamais vou ter com Seu Takeda.

Há mais ou menos duas semanas, quando vi o Lucca pela última vez, senti algo diferente. De repente, senti uma paz incrível e pensei que um sorriso daquela criança é mais importante do que muita coisa nessa vida. E agora meio que o meu corpo pediu socorro por toda a correria de trabalho em que me meti. Sou meio CDF e muito exigente comigo mesmo, mas depois de cair de cama percebi que tenho que dar um tempo. Decidi que vou tentar ser mais tranqüilo e menos preocupado profissionalmente. É difícil, eu sei, mas preciso saber quando parar. E vou parar. Pela Lelê. Pelos filhos que queremos ter. Só que, hoje por hoje, vou parar porque quero gastar toda a minha energia passando 24 horas com o Lucca cada vez que o visito. Quero ver mais gols. Quero ver o seu jogo de tênis. Quero vê-lo comendo muito chocolate. E quero mais o seu abraço. Porque acredite: nenhuma criança abraça com um carinho tão honesto quanto este guri.

Monday, October 22, 2007

Arigatô, Spector

Acabei de baixar uma versão beeeem legal de Then He Kissed Me das Crystals (ou seja, Phil Spector). É uma banda indie chamada Asobi Seksu. O nome oriental, que não tenho a mínima idéia do que significa, parece que tem a ver com o fato da vocalista ser uma japinha. Não ouvi outra música, mas gostei bastante da versão deles para o clássico do Spector. Deve ser porque eles não mudaram muito o arranjo. Sim, admito, sou conservador.

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Soda sem gás

O assunto da semana aqui é a volta da banda Soda Stereo. A maratona de shows do trio no estádio de futebol do River Plate começou neste final de semana e, pode ter certeza, 6 entre 10 pessoas entre 20-35 anos foram ou ainda irão ver os caras. E quem não vai, não vai porque os ingressos estavam meio salgadinhos.

Está rolando um certo fanatismo difícil de entender para quem não é argentino. Os canais de músicas só passam clips da banda. Eles estão em todas as capas de revista. E até um comercial-tributo-homenagem eles ganharam. Depois dos cinco, seis shows em Buenos Aires, eles seguem por todos os países latinos. Dizem que são tipo Beatles no Chile. E que sem eles não existiriam o rock moderno no México. Sei não. Para mim, tudo soa meio exagerado, drama de argentino. E eu, com a maior boa vontade, até escutei algumas coisas do Soda Stereo. A Lelê curte o disco solo do vocalista e, confesso, existe 20 segundos de uma música dele que eu acho bem legal. Mas são só 20 segundos.

Hoje me disseram que o Soda Stereo é a banda mais importante da história do rock latinoamericano. Então tá, né. Quem sou eu para discutir. Eu é que não vou dar uma de Dom Quixote da crítica musical. Mas que o Soda Stereo não é tudo isso, ah, não é.

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Sunday, October 21, 2007

Random mind

Pequenas anotações mentais dos últimos dias.

O novo disco do Radiohead, este mesmo In Rainbows, vale exatamente o quanto eu paguei. Fui lá na lojinha on line da banda e coloquei zero pounds. O que, para quem recebe em pesos argentinos como eu, já está mais do que bom. E vale isso mesmo: zero pounds. Ok, ok, é mais audível e tal, mas esse papo de new jazz, new punk, new rock é new mala (na minha opinião, claro). Tudo bem que ouvi em um avião às 7 da manhã. Dou uma segunda chance? Pensando bem... não.

Vi dois capítulos do Brazils Next Top Model. Nunca vi tanta falta de carisma em um programa só. Se eu fosse a Tyra Banks, exigiria mais dinheiro pelos direitos da série. Só para cobrir a vergonha alheia.

É um fato: os colombianos são as pessoas mais simpáticas e gentis do mundo.

Finalmente estreiou Alpha Dog aqui. Tirando a Sharon Stone gordinha, que me deu vontade de rir, o filme até que é legal. São tantas burradas que levam a mais tantas burradas que só poderia acontecer o que aconteceu.

Um homem de terno com um bom corte realmente se sente mais poderoso.

Até mais.

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Monday, October 15, 2007

Best friend wedding




A foto acima, por incrível que pareça, é de um casamento. Não de um casamento qualquer, óbvio. Só para você ter uma idéia, o All Star ali é do noivo. Mas não foi o fato da banda dele ter tocado na festa que o casamento foi especial. Muito menos o fato de que a maioria dos amigos do cara estavam de tênis. Esse casamento foi especial porque quem casou foi um dos meus melhores amigos, alguém de quem tenho um orgulho danado. E posso dizer, sem exagero nenhum, que ele é uma das pessoas mais geniais, generosas e queridas que conheci. E ser amigo dele, há quase vinte anos, é um privilégio.

Há alguns anos, escrevi um textos sobre ele para um site de música. Publico aqui a parte em que conto como nos conhecemos.

Todos – menos o Mongolão e eu, que já estudávamos na segunda série – estavam no primeiro ano. Acho que naquela turma encontrei o espírito rocker que sempre quis na vida. A Vivi assinava Vivienne Westwood, o Santana usava um corte moicano (se bem que depois seu pai mandou raspar toda cabeça), a Bullê era a groupie que todo mundo pediu a Deus. Foi nessa época também que comecei a montar uma banda junto com meu primo Flávio. Eu era o vocalista, ele o guitarrista, um amigo dele chamado Fred era o baixista e, bem, faltava um baterista. Então um dia a turma toda estava voltando do Bar do Mário e, enquanto atravessámos a quadra de futebol de salão, eu perguntei "Alguém conhece um baterista?". A Vivi logo respondeu "O Mini toca bateria". "O Mini?", pensei comigo mesmo, "aquele cara magrinho e baixinho?". "E toca bem pra caralho", ela acrescentou. Já que o Mini era o único baterista que conhecia, não custava nada tentar. No final daquele mesmo intervalo fui falar com ele e logo marcamos um ensaio para o sábado.

Era o começo de uma banda que nunca deu certo. E de uma amizade que, tenho certeza, jamais vai acabar.

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Saturday, October 13, 2007

Mais imagens

Para a surpresa de todos, decidi comprar uma câmera digital. Na verdade, tudo começou depois que comprei uma reflex Pentax por uma pechincha. Usar uma câmera mais profissional foi um grande passo para quem só usava compactas. Aí fiquei meio obcecado pelo mundo Pentax. E bateu aquela vontade de ter uma reflex digital. O mais legal é que a minha Pentax *istDL é a primeira câmera que comprei novinha, na caixa. Tudo bem que até agora só usei o brinquedo novo com uma lente de 1980, só para manter a minha fama de vintage, mas gostei da experiência. Claro que ainda fotografo com filme, mas acho que já estava na hora de usar todos os meios possíveis.

Falando em fotografia, estou lendo aos poucos o livro Image Makers, Image Takers. São diversas entrevistas com fotógrafos de moda, arte, documental e até editores e donos de galeria. Obrigatório para fanáticos como eu.

Se quiser ver o que ando fazendo com a digital, clique aqui.

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Tempo final



Há mais ou menos cinco meses estou envolvido em um dos projetos mais importantes da empresa onde trabalho. É uma série de ficção totalmente produzida na Colômbia, em alta definição, com uma produção de cinema. Confesso que, quando soube que iríamos gravar todos os 26 capítulos em Bogotá, fiquei com um certo medo. Mas quando viajei para lá para acompanhar as gravações do piloto da série, voltei com o queixo caído. Nesta terça, volto para Bogotá. Mas, dessa vez, é para a festa de lançamento da série. Tudo bem que o meu trabalho não teve influência direta na produção, mas todo o esforço que fizemos aqui para comunicar a sua estréia foi fora do comum. Mas é um daqueles casos em que a gente se sente um caco (e, acredite, poucas vezes me senti tão cansado quanto ontem, quando estávamos terminando de editar os vídeos para de apresentação para a festa), mas com muito orgulho.

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