O cansaço do ano está se acumulando aos poucos nestes últimos meses. Trabalhei tanto que o meu cérebro já está a ponto de uma pane geral. Mas, vamos lá, tem muita coisa pela frente ainda. Decidi, então, que cada vez que ficar estressado no trabalho vou abrir um documento em branco e escrever para o blog. Ficção, por enquanto, é pedir demais. Por isso, vou começar com as minhas 10 canções prediletas no mundo das girl groups.
1.
Be My Baby com as
Ronettes. Essa até o meu vizinho sabe que estaria no topo da minha lista. É a
perfect pop song ever: a melodia inesquecível, o refrão que faz qualquer um sair cantando na hora, o arranjo
o-mundo-todo-tá-caindo, e, claro, os vocais docemente desesperados da
Ronnie Spector.
Be My Baby, para mim, é
Mozart.
2.
Will You Love Me Tomorrow com as
Shirelles. Dizem que foram elas que criaram o boom das girl groups. O fato é que essa simples canção, capaz de fazer você chorar e dançar ao mesmo tempo, tem outro mérito. A letra, obviamente, fala sobre uma adolescente que está prestes a perder a virgindade. Imagine isso tocando na rádio em 1961.
Carole King, co-autora da música, é genial.
3.
One Fine Day com as
Chiffons. Outro clássico escrito pela
Carole King. Eu amo essa música porque, além de ser a felicidade em forma de canção, tem um dos pianos mais perfeitos do pop. Principalmente quando o piano
responde aos vocais das garotas.
4.
The Chapel of Love com as
Dixie Cups. A melhor música que fala sobre casamento de todos os tempos. Letra ingênua, ingênua, mas com uma melodia como essa não dá para não acreditar que a menina vai ser feliz para sempre. A música é do
Phil Spector e, dizem, era para ser gravada pelas
Ronettes.
Darlene Love, vocalista principal das
Crystals, também gravou uma versão sensacional de
The Chapel of Love. Mas clássica mesmo é essa gravação das
Dixie Cups.
5.
Please Mr. Postman com as
Marvelettes. Motown, meus amigos, Motown! Uma injeção de soul no pop perfeito das girl groups. Você já percebe o toque da Motown no jeito que elas cantam. As vocalistas das girl groups de Nova Iorque (a maioria eram do Brooklyn) interpretavam mais, mas as meninas de Detroit (lar da Motown) eram mais encorpadas, mais sensuais, era um sofrimento mais da alma do que do coração. Sei lá. Viajei. Nem os
Beatles superam a versão original.
6.
Da Doo Ron Ron com as
Crystals. Outra produção quase esquizofrênica de
Phil Spector. São tantas camadas de som que parece que você está sendo atropelado por um caminhão de gás. Dance music antes da dance music, se é que você me entende.
7.
Baby, I Love You com as
Ronettes. Eu quase gosto mais dessa música que de
Be My Baby. Tem vezes que até gosto mais. Simplesmente uma das melodias mais bonitas que já ouvi na minha vida. Além disso, o
oh, oh, oh da
Ronnie Spector está insuperável.
8.
You Can't Hurry Love com as
Supremes.
Diana Ross na sua melhor fase. E ponto final.
9.
I Love How You Love Me com as
Paris Sisters. Três loiras da Califórnia que mais pareciam donas de casa. Mas essa baladinha, produzida pelo onipresente
Phil Spector, é de chorar de tão linda. Vale a pena também as versões de
Bryan Ferry e da
Beth Orton.
10.
Leader of The Pack com as
Shangri-Las. Produzida pelo malucão
Shadow Morton essa canção conseguiu unir a tragédia com o pop como raras vezes se viu. Afinal, não é sempre que umas doces garotas cantam sobre a morte do namorado em um acidente de moto.
A minha lista é meio óbvia. Só tem os clássicos dos clássicos. Depois escrevo sobre as canções que não foram um hit, hit.
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