1. Uma das letras mais bonitas de todos os tempos.
2. Uma das melodias mais bonitas de todos os tempos.
3. Uma das linhas de baixo mais bonitas de todos os tempos.
No meio de tanta coisa bonita, deixo aqui os meus desejos de Feliz Natal e um ótimo 2008. Se tudo der certo (e os nossos amigos de além-mar ajudarem), teremos novidades legais para o próximo ano. Novidades literárias, por incrível que pareça.
Sei que esqueci o blog. Mas é que, além de cansado, estou esperando ansiosamente o final do ano para dar um click. Ou melhor, um reset. Preciso parar de pensar um pouco no trabalho. Falando em trabalho, como amanhã tenho que viajar para acompanhar umas fotos e, na volta, vou para Porto Alegre para as festas, é bem provável que não atualize nada até 2008. Se sobrar um tempinho, continuo com a série de onde vim. Enquanto isso, deixo aqui para vocês a melhor música de 2008. Na verdade, não consigo encontrar nada demais nessa canção do The National. Só que, sei lá, cada vez que a ouço tenho vontade de ouvir de novo e de novo e de novo e de novo.
Eu nunca gostei de New Edition. Mas sempre gostei de canções pop da época dos diners americanos, milk-shakes e drive-ins. Está no sangue. É óbvio que a versão original, dos Penguins, é mil vezes superior. E há pouco tempo a banda indie Death Cab for Cutie regravou Earth Angel de um jeito superespecial. Só que é a versão do New Edition que me pega. Porque tem gosto de verão. Porque tem cheiro da terra vermelha de Londrina. Porque tem sabor da comida da minha Tia Irene. Porque tem a melancolia de ter levado trinta e nove foras das japinhas daquela cidade do interior do Paraná. E, sobretudo, tem aquele sentimento único de amizade, uma amizade que não volta mais e que, de uma certa maneira, tentei retratar no meu primeiro livro (o João do Clube é inspirado no meu melhor amigo de adolescência, o meu primeiro Flávio).
O interessante é que, se você prestar atenção, a melodia de Earth Angel se encaixa direitinho na manjada Canon de Pachelbel, aquela música clássica barroca que todo mundo sabe que adoro até não poder mais. E você também consegue encaixá-la na que considero a versão moderna de Canon: Ladies and Gentlement We Are Floating In Space do Spiritualized. E quer saber mais? Se você quiser pode cantar um pedacinho de Can't Help Falling In Love do Elvis nesta obra-prima do Spiritualized. Ou seja, tudo está relacionado com tudo. Não é à toa que estas três canções entram fácil para o meu Top 10 de todos os tempos.
Eu gosto de filmes de faroeste. Cresci vendo o John Wayne na TV. E até hoje lembro com emoção o dia em que ganhei o meu revólver prateado. Por isso, estava muito a fim de ver esse filme de título longo do Jesse James com o Brad Pitt. E, coincidência ou não, ele é tão longo quanto o título. Longo demais. Gostei e tals, tem partes ali bem boas, mas bem que poderia ter durado uns 30 minutos menos. No mínimo. O que me deu uma levantada no final foi o Nick Cave. Aliás, o Nick Cave é especialista em levantar filmes longos quase chatos. Se não fosse por ele, eu teria dormido no Asas do Desejo do Wim Wenders.