Friday, March 21, 2008
Wednesday, March 19, 2008
Virei fã
Reparem como ela mexe o ombro esquerdo na segunda vez que canta o refrão. Se o disco que lançar (porque ela tem que lançar um disco independente do resultado do programa) for no clima de suas perfomances, compro, baixo, sei lá, na hora.
Saca só a loirinha cantando Beatles
Foda-se a técnica, fodam-se os clones de Celine Dion, essa mulher canta com o coração.
Dá-lhe, Brooke!
Monday, March 17, 2008
Adolescência é para sempre
Foi mais ou menos assim: no começo de dezembro recebi um e-mail urgente da minha agente. Ela disse que uma editora brasileira, que agora também está em Portugal, estava interessada em lançar o Clube dos Corações Solitários lá na terrinha. Mas eu teria que responder logo e aceitar algumas mudanças de conteúdo. Conversei com o editor e decidi deixar a adaptação nas mãos de sua equipe. No final de dezembro, recebi um documento de word com o livro já no português-português.
Mas não são apenas algumas palavras que mudaram. Decidimos deixar a história mais atual, então as datas que aparecem no original foram retiradas. Também mudamos algumas referências musicais, mas nada que mude espírito do livro. Conversei algumas vezes com a menina que adaptou a história, que deve ter os seus vinte e poucos anos, e ela me disse o que sempre defendi: não importam as referências, o que vale no Clube é a honestidade apaixonada de um cara qualquer que está começando a vida adulta.
O marketing da editora está usando o clichê sexo, drogas e rock and roll para vender o livro. Não concordo, mas vai saber se isso é o que funciona em Portugal.
Não tenho muitas expectativas, mas realmente gostaria de poder emocionar os jovens portugueses como um dia emocionei os brasileiros. Sempre achei que o Clube era universal... agora chegou a prova dos nove.
E, antes que você me pergunte, não, não estou escrevendo algo novo. De qualquer forma, quero disponibilizar aqui alguma história antiga em PDF. Se eu encontrar o arquivo, claro.
Mas não são apenas algumas palavras que mudaram. Decidimos deixar a história mais atual, então as datas que aparecem no original foram retiradas. Também mudamos algumas referências musicais, mas nada que mude espírito do livro. Conversei algumas vezes com a menina que adaptou a história, que deve ter os seus vinte e poucos anos, e ela me disse o que sempre defendi: não importam as referências, o que vale no Clube é a honestidade apaixonada de um cara qualquer que está começando a vida adulta.
O marketing da editora está usando o clichê sexo, drogas e rock and roll para vender o livro. Não concordo, mas vai saber se isso é o que funciona em Portugal.
Não tenho muitas expectativas, mas realmente gostaria de poder emocionar os jovens portugueses como um dia emocionei os brasileiros. Sempre achei que o Clube era universal... agora chegou a prova dos nove.
E, antes que você me pergunte, não, não estou escrevendo algo novo. De qualquer forma, quero disponibilizar aqui alguma história antiga em PDF. Se eu encontrar o arquivo, claro.
Labels: Literatura
Sunday, March 16, 2008
Oh, my Dylan
Quando eu completei trinta anos de idade, recebi uma luz. Redescobrindo um dos meus discos favoritos de todos os tempos (The Last Waltz da The Band), de repente fui iluminado pela voz de Bob Dylan. Parece piada, mas é sério. Naquela época eu vivia em São Paulo, ao lado de uma loja sensacional de discos de rock clássico. Aos poucos fui comprando alguns álbuns do Dylan até que ouvi, sentado na sacada do meu antigo apartamento, olhando para o cinza paulista, o Blood On The Tracks. Desesperado por estar em um relacionamento doentio, o meu cérebro, o meu coração, a minha alma, tudo em mim se rendeu à genialidade do Dylan quando começou a tocar Idiot Wind. Eu ainda não escutei nem metade das canções do cara, mas tenho certeza que Idiot Wind sempre vai estar no meu top 10.
Desde então ouvir Dylan é algo natural do meu dia a dia. Toda semana tenho que ouvir algo, seja em um minuto no trabalho para descansar a cabeça, ou quando estou indo de algum lugar a outro e levo o meu iPod. Ano passado, em uma viagem de 14 horas de avião, devo ter ouvido umas vinte vezes o álbun Street Legal. Gostar de Dylan também me aproximou de um cara que foi uma espécie de modelo para mim na minha adolescência. Às vezes escrevo para ele dizendo ah, não páro de ouvir Is Your Love in Vain e ele me responde com um e-mail gigantesco, com toda a paixão de quem é, sem dúvida nenhuma, o maior fã e conhecedor de Dylan no Brasil.
E ontem eu vi dois shows (como bem disse a Lelê). O primeiro foi o show do THE MAN em questão. Não quero gastar muitas linhas para dizer o quanto fiquei impressionando em ver o Dylan ao vivo. Na verdade, impressionando foi a primeira reação. Depois fiquei em estado de choque. E, lá pelo meio do show, quando fui presenteado por um vocal inacreditável em Workingman's Blues #2, pensei seriamente que iria chorar. Depois de ouvir isso, tenho certeza de qualquer pessoa que ouse dizer que ele canta mal, deve morrer no inferno. Foi uma noite mágica, um show que até agora não consegui digerir direito, porque a primeira vez que você vê Deus na sua frente deve ser assim meio doido mesmo.
O segundo show foi ouvir por quase duas horas o maior fã do Dylan contando suas histórias, gritando a sua paixão, dando uma aula para este amador, como ele mesmo disse. Tudo isso sentado em uma mesa de bar, em um terraço, a lua pertinho da gente e algumas Quilmes.
Desculpe o clichê, mas last night Dylan saved my life.
Amém.
Desde então ouvir Dylan é algo natural do meu dia a dia. Toda semana tenho que ouvir algo, seja em um minuto no trabalho para descansar a cabeça, ou quando estou indo de algum lugar a outro e levo o meu iPod. Ano passado, em uma viagem de 14 horas de avião, devo ter ouvido umas vinte vezes o álbun Street Legal. Gostar de Dylan também me aproximou de um cara que foi uma espécie de modelo para mim na minha adolescência. Às vezes escrevo para ele dizendo ah, não páro de ouvir Is Your Love in Vain e ele me responde com um e-mail gigantesco, com toda a paixão de quem é, sem dúvida nenhuma, o maior fã e conhecedor de Dylan no Brasil.
E ontem eu vi dois shows (como bem disse a Lelê). O primeiro foi o show do THE MAN em questão. Não quero gastar muitas linhas para dizer o quanto fiquei impressionando em ver o Dylan ao vivo. Na verdade, impressionando foi a primeira reação. Depois fiquei em estado de choque. E, lá pelo meio do show, quando fui presenteado por um vocal inacreditável em Workingman's Blues #2, pensei seriamente que iria chorar. Depois de ouvir isso, tenho certeza de qualquer pessoa que ouse dizer que ele canta mal, deve morrer no inferno. Foi uma noite mágica, um show que até agora não consegui digerir direito, porque a primeira vez que você vê Deus na sua frente deve ser assim meio doido mesmo.
O segundo show foi ouvir por quase duas horas o maior fã do Dylan contando suas histórias, gritando a sua paixão, dando uma aula para este amador, como ele mesmo disse. Tudo isso sentado em uma mesa de bar, em um terraço, a lua pertinho da gente e algumas Quilmes.
Desculpe o clichê, mas last night Dylan saved my life.
Amém.
Thursday, March 13, 2008
Rapazes e raparigas
O clube chegou a Portugal.
Depois falo mais sobre isso (infelizmente estou com tanto assunto de trabalho na cabeça que nem comemorar eu consigo).
Depois falo mais sobre isso (infelizmente estou com tanto assunto de trabalho na cabeça que nem comemorar eu consigo).
Sunday, March 09, 2008
Turn on the bright lights
Não sou fã de Interpol. Gosto muito de algumas músicas, principalmente dos dois primeiros discos. Mas o show ontem foi surpreendente. Rock tosco continua me divertindo, mas ver uma banda que sabe tocar bem é outra história. E o Interpol é assim: fazem um rock redondaço e perfeito, mas sem cair no virtuosismo mala. E, claro, os caras sobem ao palco com roupas impecáveis. Não é nada demais, mas é um detalhe interessante, algo que torna o show ainda mais especial. Foi tão impressionante que até parece que tudo ali (as roupas, as luzes, a química entre os músicos) foi pensado só para agradar a você. E isso não é pouco.
Se você, meu amigo brasileiro, está com dúvida de ir ao show destes nova-iorquinos, não pense mais. Vale cada centavo. Só o final com PDA já paga a entrada.
Para terminar, o setlist do show aqui em Buenos Aires.
Pionner to the Falls
Obstacle 1
C'mere
Narc
Pace is the Trick
Say Hello to the Angels
Leif Erikson
Mammoth
No I in Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
Lighthouse
Evil
Heinrich Manuever
Not Even Jail
NYC
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA
Se você, meu amigo brasileiro, está com dúvida de ir ao show destes nova-iorquinos, não pense mais. Vale cada centavo. Só o final com PDA já paga a entrada.
Para terminar, o setlist do show aqui em Buenos Aires.
Pionner to the Falls
Obstacle 1
C'mere
Narc
Pace is the Trick
Say Hello to the Angels
Leif Erikson
Mammoth
No I in Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
Lighthouse
Evil
Heinrich Manuever
Not Even Jail
NYC
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA
