Nunca fui fiel a uma marca. Muito menos apaixonado. Não tenho uma marca de tênis ou roupa preferida. Gosto de
Converse, mas isso não signifique que eu a ame. Sou usuário de
Apple em casa, mas não fiz um escândalo quando me deram um notebook
HP no trabalho. Se eu posso, evito tomar
Pepsi. Mas uma vez ou outra eu abro uma exceção.
Só que agora descobri que sou apaixonado pela marca
Leica. A paixão começou quando comprei a câmera compacta
Minilux. Mas depois que comecei a fotografar com a minha
M3 de 1958, com uma lente de 1960, o meu sentimento mudou. Agora é amor de verdade. Sinto calafrios cada vez que vejo o logo vermelho da
Leica. Todos os dias entro em sites de venda de câmeras e fico babando. Fico sonhando com uma
M8, que é digital mas que custa o preço de um carro. Ou penso se devo trocar a minha
M3 por uma
M7, que são de filme 35mm.
Há um mês decidi comprar uma compacta digital boa, aproveitei uma barbada e adquiri a famosa (entre fotógrafos)
Ricoh GX100. Ela é boa. Muito boa. Excelente. Mas não é uma
Leica. Ou seja, vou vender o bichinho. Porque eu quero a melhor compacta
Leica, que custa o mesmo preço que a
Ricoh e, até onde sei, não é tão boa quanto. Mas não importa. Porque eu amo mesmo é a
Leica e não a
Ricoh.
Sei que é uma grande bobagem o que estou dizendo. Mas cada vez que vejo uma foto que faço com a minha
M3, e noto o quanto essa câmera me faz pensar mais, sem falar na nitidez absurda de sua lente, tenho vontade de chorar.
Duvida?
Dá uma olhada
aqui. Talvez eu esteja exagerando. Mas, sério, gosto muito do que vejo.
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